Hora de fechar o tradicional balanço de fim de ano, que quando eu não tinha um blog, mandava por e-mail aos mais chegados. Que por sinal, não são mais tão chegados.
Era um ano que ainda começava com dúvidas, mas que tinha tudo pra ser muito bom. Desencanei de planos, metas, realizações, entrei com os dois pés na porta. Pois bem, é claro que toda essa "injeção" de pensamentos positivos e desencanados não combinam comigo, mas deu certo por um espaço de tempo, pequeno mais deu. Minha principal reclamação era meu emprego. Em Março a convite de duas amigas, acabei parando em uma empresa de informática, e abandonei o nepotismo. Parecia que daria certo. De fato no começo foi bom, não me arrependo da mudança, que financeiramente nem era tão boa, o conforto era menor, a distancia maior, mais fui movido pelo desafio. Comecei numa quarta-feira de cinzas, e acabei em setembro, propondo que incendiassem a logo da empresa. E uma lição a se aprender, um pé na bunda dói, mesmo que você não goste do lugar de onde trabalha. De lá ficaram amigos e inimigos, boas e más lembranças, e 6 meses registrados na minha Carteira. O que me tornaram um desempregado vivendo as custas do governo desde outubro.
Fui dispensado do exercito. Tirei habilitação, e de primeira. Meu sonhado estágio em um agencia não passa de um sonho, não sei quando será concretizado.
Meu coração fechou-se pelo meio do caminho, e será mantido assim até segunda ordem.
O que espero realmente, é que seja um ano mais constante. Apesar de 2006 começar bem, a partir do 2o semestre começaram a desencadear várias coisas, que levaram a afundar o ano que está acabando. Basta agora torcer para que essa fina garoa que cai no momento, afogue essas ultimas horas, e que o ano vindouro comece isento de todos os problemas e preocupações que ainda me assombram. Dessa vez com desejos, com planos, mas sem metas, afinal a sorte nunca me sorri e não tem pior que acabar o ano e perceber que metade do que se pretendia fazer, ficou pelo caminho.
Um bom novo ano. Quem sabe até "feliz".