27 Novembro 2007

Fechando o espaço aberto

Condeno este espaço a morte. Ou melhor, não a morte, mas ao esquecimento. O espaço aberto fechará as portas no final deste ano. Ficará fadado ao esuecimento. Se bem que muitas donas de casa e cornos são trazidos pelo google por palavras chaves bizarras. Não teremos mais atualizações, depois do tradicional texto de fim de ano.
Porém, outro espaço será criado. Este com muito mais graça, com mais forma e mais conteúdo.
O útlimo que sair, apaga a luz e fecha a porta.
O Espaço Aberto será eterno, enquanto durar no servidor do google.

Abraços a tods.

23 Setembro 2007

Por onde?

Por onde eu vôo, há caminhos desconcertantes. Ruas paralelas, encruzilhadas, becos escuros e cruzamentos perigosos. Quando decolo, me desprendo de tudo que é terreno. Da luz, que por muitas vezes ofusca a vista. Do solo, tirando o calçado e deixando os pés livres para respirar.
Ao tomar certa altura, certifico-me de que já estou no espaço seguro. Porém não adianta, em qualquer lugar há normas e regras que atrapalham. Muitos vôos são abortados, interrompidos. Alguns tem sua rota desviada, na esperança de que seu destino seja uma terra conhecida, já que o desconhecido dá medo a muita gente. Mas outros, fluem para longe. Tão longe o quanto puder imaginar.
Quando chego ao destino, me assusto. As vezes é surpresa, rotas por caminhos excitantes. As vezes é uma simples condenação, uma descoberta de que o seu caminho não era aquele. O pior é quando o vôo faz você lembrar que nem sempre se tem asas, e com os pés no chão, muita coisa é diferente.
Quando vemos que o que falamos é totalmente o oposto da rota planejada, fazemos pousos de emergências. Assustamos muitos passageiros quando os vôos não são individuais. Atrapalhamos a decolagem de outros, afinal, é perigoso quando todo mundo descobre que tem asas e pode usá-las.
Mas uma coisa é certa. A pior de todas as partes é aterrissar. Descer bem rápido, com o bico inclinado ao chão, tocando levemente o solo. Parar totalmente em um curto espaço.
No chão não se é livre. A luz atrapalha, o calçado aperta e tudo funciona dentro de uma caixa. 4 lados, um teto e um chão, janelas para ventilar, porta para sair correndo.
Mas o que fazer quando se tem de ver a vida do chão? Lá do alto tudo se distorce. Tudo fica engrandecido, eufemisado, bonito. Daqui de baixo vê-se a verdade, a realidade, a incompetência, ou juízos de valor.
Quero passar mais tempo vendo a vida lá de cima. Aqui em baixo parece que nada tem graça, e que nada que um dia teve, tem sentido. Há vezes que nem há mesmo. Nesta hora, em estou no solo, em que toco com os pés no chão, penso apenas em pedir a Deus asas maiores e destinos melhores para se voar mais alto.

16 Agosto 2007

Zzzz

Não, não enlouqueça. Pelo menos não hoje. Não alimente mais pensamentos desconexos, coisas insanas. A noite está bonita lá fora. Incomum, como quando um portão sai do trilho e descarrilado fica a mercê da gravidade, pende pro lado em pesa mais. Desaba fazendo um estrago. O amparo acontece, mas é momentâneo e temporário. Uma hora cai, a se cai.
E quando cai parece que todo cai junto. E cai de uma vez só, em pé, deitado, folha por folha, tudo junto, misturado e sem razão. Existe razão? O que sei, e deveria saber melhor, é que não é esse meu papel, meu estilo, minha política de vida. A tempos que meu escudo rebate toda solidão para longe. Carência? Inferno astral? Macumba? Falta de reza? O que seria.
Não vejo motivos para apostar tão baixo, mas a banca recolheu suas moedas. Não vejo motivo para descer o horizonte e ver as coisas como se estivesse sentado. Não vejo motivo, causa, modo ou conseqüência deste mês errado. Não vou enlouquecer. Talvez eu já seja louco. Hoje já é amanhã e o sono presente fica em segundo plano. Pra que dormir, a vida é rápida, mal aproveitada e sem sentido. Dormir atrapalha. Mas com virei uma pilha de contradições, atenderei o chamado de meu travesseiro e repousarei até mais tarde. Quem sabe o despertar valha mais, quem sabe nem valha a pena sair da cama.

12 Agosto 2007

Dia do Canhoto

Fala-se muito em preconceito. Já foi criado cotas para negros, pardos e índios em vestibulares. Mas uma importante parcela da população é esquecida dia a dia pela sociedade brasileira: Os canhotos.
O Lado esquerdo da força nunca é visto. Talvez por ser associado a esquerda política. Ou por nos considerarem zeros a esquerda. Sei que mão sinistra já foi perseguida, e colegas já foram queimados pela santa inquisição por segurar o garfo "com a mão errada".
O mundo é dos destros. Pode ver! Abra uma lata de ervilha com mão esquerda. Difícil? Impossível. Concursos públicos, vestibulares ou até escolas esquecem de carteiras com o apoio de braço esquerdo, fazendo com que canhotos pratiquem contorcionismo para escrever. É triste, porém real. As réguas são do 0 ao 30, nunca do 30 ao 0. As canetas que soltam tinta, borram tudo que escrevemos, assim como em quadros brancos, aqueles de pincel atômicos, normalmente apagamos tudo ao mesmo tempo que escrevemos.
Recentemente descobriram que o gene determinante de um canhoto aumenta a possibilidade de esquizofrenia. Talvez esta seja a resposta por eu ouvir vozes. Porém não podemos esquecer vários canhotos famosos. Ayrton Senna, Adolf Hitler (porque não?), Machado de Assis, Jânio Quadros, Joey Romone, Albert Einstein, Bonaparte, Bob Dylan e muitos outros (lista completa aqui)
Pra finalizar, meu maior trauma de infância: as malditas colheres tortas. Ditas anatômicas, que alcançavam a boca facilmente eram o meu martírio. Quando pegas com a mão esquerda, a tal colher fica virada para o lado contrário, o lado de fora do prato, causando desconforto e irritação ao comer. Quando tiver um filho, por favor: compre colheres retas para ele. Você não sabe qual será sua mão hábil e independente de qual mão seja, será culpa sua, pois é uma característica genética.
Despeço-me acenando com a mão esquerda, desejando um feliz dia do canhoto, e pedindo um mundo mais justo para aqueles que resolvem tudo com o lado esquerdo.
13 de agosto, dia do canhoto.

09 Agosto 2007

Braços Curtos

O Blog sofrerá por um processo de revisão. Sim revisão. Contra todos os erros ortográficos e gramáticais. A procura da escrita perfeita. Mas não vem ao caso.

Nossa felicidade, pelo menos a minha e vou generalizar sem medo. Nossa felicidade é medida pelo tamanho de nossos braços. Sim, dos braços. Os membros superiores são aqueles que tem a força para te segurar em algum lugar quando você tropeça em algum obstáculo. São os mesmos braços fortes que esmurram mesas, paredes e fazem gestos obscenos em momentos de raiva. Braços que levam as mãos a outras em cumprimentos. Braços que entrelaçam corpos em efusivos abraços. O braço do "muqui", o que conduz a mão e traça sua letra. Ajuda a digitar. Leva o copo a boca.
Mas o tamanho do braço as vezes interfere em sua vida. Sempre achamos que temos os braços compridos, ou lutamos para acreditar que eles são grandes e podemos estende-los e amparar tudo ao redor. Em um simples movimento abraçar o mundo, segurar todas as pontas e por todos os detalhes no lugar. Mero engano. Nosso braços sempre parecem ser maiores do que realmente são. Dotados de braços curtos, vemos a realidade de não poder abraçar tudo. Descobri hoje que tenho braços médios. Que deixo por muito escapar, entre os dedos, ou por baixo das axilas detalhes que poderiam ser abraçados, mas não são. Braços não são perfeitos, afinal obedecem seu dono, que não obedece ninguém. Quando muito sua consciência. Portanto os braços são falhos. E a graça talvez seja essa: se acreditarmos que temos braços o suficiente para abraçar o mundo, acabaremos é com um nó. Amarrados em nós mesmos.

25 Julho 2007

Antes eu só brincava. Mas agora eu TENHO que escrever. Mais do que escrever, tenho que escrever certo. É claro que é tudo que eu queria. E é claro também que não vou dar o braço a torcer, principalmente aos chatos indesejáveis, inimigos mortais e ex-chefes que insistem eu passar por aqui pra dar uma olhadinha. Parabéns, uma salva de palmas pra vocês, mas aqui se pode errar! Em outro lugares não.
Procurando largar vicios promoverei a cruzada pelo português correto, ou pelo mais próximo disto. E se o bigodudo não apareceu muito até aqui, aparecerá com freqüência. Em todos os posts, que não demorarão tanto para sair, como este demorou.
Quando tiver tempo irei revisar texto a texto procurando erros. (Mas se você, nobre programador ao passar por aqui, procurando alguma coisa, algum detalhe escondido nas entrelinhas, não hesite: Mande-me um e-mail com as correções, afinal parece ter tempo de sobra para ler meus textos e fazer críticas.)
Prometo um texto com conteúdo e grafia correta em brevo. Por enquanto é hora de reformular.

12 Junho 2007

Dia de João Dória(2)

Ano passado mostrei que a data que muitos comemoram hoje, é uma data inventada por um publicitário(clique aqui). Genial, esse tal de João Dória. A data movimenta o comércio até hoje.
Fui
apedrejado pelo meu texto do ano passado. Os dois comentários me chamaram de idiota. Pois bem. Aspirações sentimentalistas e amores a parte, firmamos uma coisa já dita em outro tópico, em que fui até replicado. A busca da felicidade em um par, a tampa da panela, a cara metade é pifia. Ora bolas, como buscar a SUA felicidade em outra pessoa? Como esperar que alguém o torne feliz, se em primeiro lugar você não for espontaneamete, por sí só. Se você não for feliz com sua vida, seus amigos, sua profissão, de que adianta um fulano, ou uma fulana, onde você busca a sua felicidade.
Pessoas não se completam. Talvez completem ações juntos, façam coisas
juntos, mas elas continuam sendo uma fazendo algo em dois. A fusão permanente e eterna não existe. A momentanea sim, e merece celebração. Indicar subterfúgiois para sua felicidade, como atribuí-la a outra pessoa, deixa um sentimento de cobrança, uma espécie de obrigação com o seu par, enquanto você tira o corpo fora de uma coisa que deveria ser sua, só sua.
Não atribuam a mim o status de anti-romantico, ou de aniquilador de casais (apesar de odiar manifestações públicas de carinho, de casais exagerados. Lembrem-se: "Cinema não é motel!"), apenas afirmo exaustivamente: nada adianta buscar a felicidade em alguém, se tu não tens ela, em sí mesmo. E acreditem, não digo isso por não ter achado a "pessoa certa", por algumas vezes achei, mas na hora errada.
Feliz Dia de João Dória.

30 Maio 2007

Vendo (empresto) palavras.

Faz tempo que não paro para escrever aqui. Depois que comecei a escrever mais, em outros lugares, não tive tempo, assunto e idéias para trazer até aqui. Este texto é para aquecer o dia, as fornalhas da máquina e o gostoso frio de 1 grau e meio de minha linda cidade.
Ontem me perguntaram o que eu sonhava para minha vida daqui a 10 anos. Não soube responder. Não por não ter planos, sonhos e aspirações. Mas por não conseguir pensar tão longe, far far away no tempo.
No momento faço, ou começo a fazer o que sempre sonhei. Empresto palavras. Palavras que muitas vezes nada tem a ver comigo, ou com que acho, penso, acredito. Palavras que nem sempre são geniais, mas as vezes convencem. Palavra que muitas vezes, são as palavras que os que pagam para quem deveria me pagar (eu concordei em não receber por em quanto) querem ouvir.
Em palavras, projetar o que fazer daqui a 10 anos, é tentar ver o futuro. Futuro que é escrito de outra forma, não com uma caneta soltando tinta no papel, ou teclas sendo apertadas rapidamente em um teclado, o futuro é escrito por atos, que muitas vezes são imprevisíveis. Se viver de palavras, de idéias, por mais bizarras que elas sejam, até o próximo mês, os próximos 3, o próximo ano, ou os próximos 10 anos, não terei palavras para expressar que escrevi o meu futuro do jeito que sempre sonhei, mas não quis por no papel, porque nem sempre a história tem o fim que pessoa que escreve, deseja.

23 Maio 2007

Ilustres Visitantes

Ilustres Visitantes perambulam pelo meu humilde blog com certa frequência. As críticas? São sobre os erros de ortografia e gramática.
Apesar de levar o espaço aberto a sério, ele é só um lugar onde gosto de escrever coisas que julgo interessantes para alguém ler. A maioria de meus textos pessoais, ou aqueles que imagino serem inúteis serem publicados, ficam em folhas de blocos que normalmente vão para o lixo.
Por isso não me preocupo com a forma do blog, sua estética, seu layout e muito menos fico revisando por horas os textos que escrevo: normalmente de madrugada, ou no início da manhã no computador do Diretor de Arte da agência, que é um Mac que não tem as teclas de acento, tendo que fazer códigos para os sinais gráficos (alt + i = ˆ; alt + e = ´; alt + n = ˜...), por tanto passam alguns (vários) erros sem serem vistos.
Sempre disse que o conteúdo foi muito mais importante que a forma. Olhem para mim e entenderão. Uma coisa funcional nem sempre é bonita, a não ser que alguém a "afrescalhe". Abaixo os puristas. Aqueles que se preocupam em ser corretos, o mundo é errado meu caro, e sempre tem alguém preocupado em apontar seus erros, pra que vou perder tempo tentando encontá-los? E sempre que alguem diz, que escorregou um s no lugar de um c, ou sobraram viruglas (o que acontece sempre), que faltou acento em uma palavra perdida, eu vou lá e arrumo.
Não quero rebusques, não quero ganhar um Jabutí com meu blog, muito menos o Cyber Lyons de Cannes. Quero apenas tem meu espaço, aberto para falar o que quero, o que penso e o que sinto .
Aos amantes do Dicionário recomendo um aurélio e o número do telegramática (41 32182425) pois quando é para escrever sério, onde trabalho, ai é diferente.
Ilustre Visitante, você foi assunto denovo! Lembra do último post? (clique aqui).

Deixando claro que nada do que está escrito no texto "Sobre Chefes" vale para o meu chefe. atual.

21 Maio 2007

São Galvão

(texto escrito na sexta, dia 18)
Faz uma semana que o Brasil ganhou seu primeiro santo. O Papa foi embora no domingo, mas até hoje ainda repercutem alguns assuntos e atitudes que, sua Santidade veio fazer no Brasil. Interrompo o texto para dizer que respeito todas as religiões e que não é minha intenção ofender ninguém. Os destaques da mídia e as pílulas de papel me fizeram pensar em alguns pontos, e o prinicipal é: o Brasil precisava mesmo de um santo? Não estou desqualificando o milagre de São Galvão, que curou doenças
pela fé. Acredito que isto seja possível, mesmo sendo sético. Na minha opinião, ocorreu a supervalorização da imagem da Igreja, do Papa, do Santo e de seu milagre.
Discutiu-se até decretar feriado no dia 11. O Estado é láico diz a constituição. Mesmo tendo a maior porção católica do mundo, não podemos legislar com causas próprias. Mas retomo a pergunta, o Brasil
precisava de um Santo?
Não sei qual a resposta, mas considero que muita gente já olha por nós. Santos são aqueles brasileiros que dormem nas sarjetas, que fazem o milagre de se aquecer, com pedaços de pano, nas noites mais frias em que deitam no chão. Beatificados deveriam ser aqueles pais de familias, grandes e mal planejadas, que vendem o almoço para dar a janta aos filhos. Cultuado deveria ser a nossa gente, o nosso povo, que usa da criatividade em diversas situações, para resolver ciladas da vida, com ou sem ajuda santa.
O Brasil, precisa antes de santos, valorizar o seu povo, o seu trabalho, a vida própria. Critica-se o nacionalismo exageirado de outros povos, mas o que falta para nós não é santo nem místico. O que
falta mesmo é reconhecimento e valorização de um povo, que adora posar de vitima.
Que Deus nos abençoe.

09 Maio 2007

Já demonstrei em vários textos a minha preferência por dias chuvosos. Mesmo assim hoje foi um dia chuvoso, mas bem estranho. O clima tipicamente curitibano, que finalmente deu o ar de sua graça e talvez tenho chego pra ficar, fez o tempo fechar ontem(segunda) e hoje(terça).
So a chuva não tem problema. O probelma é que descobri o que Centro de minha querida cidade não tem calçada, tem repressas. Daquelas que você tenta evitar ao máximo pisar, mas não tem como, pois tem que procurar concreto no meio daquela aguaceira.
Mesmo assim, no onibus, a caminho da faculdade (dispensada por falta de energia elétrica) notei algo curioso. Eu já disse também, que se não parecesse tão "fofoquismo" montaria um blog para comentar conversas e situações de onibus, o fato de hoje era um rapaz, que cantava fervorosamente junto com seu MP3 e fazia viradas de "air" bateria (bateria imaginária), na maior inocência fingindo que ninguém o via.
Meu olhar fixo para ele, não era de repúdio e sim de admiração, onde o jovem fazia o que gostava sem se importar com ninguem do onibus, ninguem de fora do onibus e nem com a chuva que caia forte.

Remédio

Remédio Inalante? Dá mais pra nome de supositório, não?Duvida? Olha o site do medicamento.

28 Abril 2007

Computador "Público"

Microcamp, computador VIP 05. No recurso auto-completar do navegador, as vezes, encontramos coisas bizarras.

Curitibano Frio

(texto escrito no dia 27 de abril)

Amanheceu um típica manhã curitibana, fria com há muito tempo não se via.
O vento cortante quase queimava o rosto e os canos dos ônibus congelavam as mãos. A beleza e uma das principais caracteristicas de nossa cidade estava de volta.
O frio curitibano combina muito com algumas situações. Muitas coisas se congelam, de uma hora pra outra, como um passe de mágica. Enduressem com um sopro mais forte de vento contra, e permanecem ali envoltas do mais forte gelo. Dizem que quando se cai em um lago muito gelado, sente-se como se agulhas penetrassem em sua pele, o choque térmico causa dor.
Na ficção a criogenia, técnica de congelar algo e descongelar depois como se tudo fosse igual, é utlizada várias vezes. Mas algumas coisas, para descongelar, depois que entram em estado de latência, são muito complicadas e ninguém garente que ela volte ao normal.
Se o sopro dado, desviou meu olhar dos dois pontos que fitava e passou-me a reticências, fez com que voltasse a velha forma: fria, como as manhãs curitibanas.

24 Abril 2007

Anúncio Bizarro

É auto explicativo.

22 Abril 2007

Leitura de Banheiro

Blog de cara nova. Mas falta conteúdo. Vamos tentar suprir esta necessidade.
Sou estagiário em uma agência de Mkt Direto. Sou redator lá. E meu sonho é este mesmo: Ser Redator publicitário. Entre textos, livros, pesquisas e etc, acabei percebendo qual o melhor lugar para se ler. O Banheiro. Sim. Já tinha a idéia deste texto, antes de entrar num blog de uma amiga (
http://relatosdaimaginacao.blogspot.com/ muito bom por sinal) que tem a mesma temática.
No banheiro da agencia tem uma mesa onde depositam o jornal velho, que serve para não sujarem as coisas de cola spray na confecção de algumas peças. Esta mesa, fica de frete ao vaso sanitário e na hora que tenho de usá-lo fico fuçando o que tem lá. Normalmente é a Gazeta, de dois, três dias anteriores. Esses dias tinha um JB de 2003, que não sei o que fazia lá. Mas me irritei o dia que só entrei a revista da TV quando precisava de algo mais construtivo enquanto "me descarregava".
Qual era a criança que não levava Turma da Monica pro banheiro, ou qual é a pessoa que não fica procurando dizeres criativos nas pixações dos sanitários publicos?
Quando surgiu a ENOX, uma mídia especializada em banheiro, que agora rompeu as paredes dos lavabos e passou ser empresa de mídia Indoor, muitos diziam que era uma idéia de gênio, pois o individuo está ali, despreocupado, num momento intimo, desarmado, e sem ter o que olhar.
Com este cenário todo, tive uma idéia. Quando for dono de minha agência, terei uma biblioteca ao lado do vaso sanitário. Sim, sim. Ao invéz do Jornal de ontem, teremos uma coleção de livros, a disposição de quem precisar demorar um pouco mais no banheiro. De Platão à Paulo Coelho, de Auto-Ajuda a Anuário de Publicidade. Só não vale revista de fofoca e lista telfonica. De resto tudo. Com suas devidas normas de higiene, mas a disposição de todos os cagões da agência, tornando mais prazeroso a hora de fazer o número 2.
Me retiro, para ir ao banheiro, levando comigo "A Genêse do Capitalismo moderno".

19 Abril 2007

Mac x PC

De cara nova, com uma nova politica. Textos mais frequentes, prometo! Textos mais dinâmicos, atuais e menos narcisistas, eu prometo!
Você odeia Windows? É que você nunca mexeu em um iMac com o sistema OS 9.2. O dia que tiver esta oportunidade, se poupe, pois não vale a pena. Alias gostaria de saber o motivo de milhares de pessoas cultuarem a Apple.
Não existe usuários de Mac, mas sim uma legião de fãs que endeusam, os compuradores coloridos e afrescalhados, que não são nada funcionais. Ok, ouvi dizer que ele renderiza coisas mais rápido, que ele é melhor pra mexer em softwares gráficos (não sou especialista, mas achei pior) mas não dá pra confiar em uma coisa, que não tem botão pra ejetar o CD. Nem em que não tenha control alt del, e os acentos não funcionem.
Para escrever um bom texto, este por exemplo, preciso usar uma tabelade acentuação pois alguns simbolos, simplesmente não existem no teclado do Mac, que tem seu padrão americano.
Alem disso, o mouse só tem um botão. Mouse pra mimtem 2 botões e scoll. O som dele é abafado, o cd está preso a décadas, não existe tecla END e nem alt f4.. executar, e etc.
A unica coisa boa da Apple, é a sitação da empresa em Forest Gump. De resto, mesmo odiando a Microsoft, a obsolecencia propragamada e o ruindows, é bem melhor que esta maça bixada.

30 Março 2007

Curitiba 314 anos

Há 314 anos, nascia uma cidade abençoada por Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, que seria batizada de Curitiba, significando "muito pinhão" em uma língua indigina. Hoje capital do estado do Paraná, não sobraram muitos pinheiros, nem o verde que fazia com que fossemos a "capital ecologica", mas ainda nos orgulhamos de sermos a primeira capital com coleta seletiva de Lixo.
Não me venha dizer do povo fechado. Somos desonfiados, é diferente. Mas quando damos confiança, damos pra vida inteira. Mas concordo que Curitibano é ufanista. Exalta sua terra, como se fosse, e é a melhor cidade do mundo. Nosso transito é complicado, mas não é caótico. A violência chegou aqui, mas os onibus não pegam fogo, e não achamos tantas balas perdidas por ai, não somos a grande maça com medo do terrorismo, somos a Curitiba do verde, das praças, dos bosques, do transporte coletivo de primeiro mundo, mesmo que seja o Inter 2 lotado.
E a Rua XV? A moça do Borboleta 13? Os hippies do largo? A Ferinha do Largo. Rua das flores, a noite da avenida Batel. Não adiante, não troco o ar de Curitiba, por nenhum outro.
Dentro todas as outras, Curitiba, a fechada mesmo, a de mau humor, a das 4 estações no mesmo dia, das chuvas e da gripe, dos biarticulados, da vina, é a cidade mais bela, organizada e bem povoada do país. E mesmo que compare tamanho, idade, poder economico, ninguem ganha de um aspecto Curitibano, o que mais criticado. Pode perguntar pra qualquer um, qualquer bicho do Paraná nascido na capital, a antiga vlia de Nossa Senhora da Luz do Pinhais, todos, sem excessão, do mais fechado e mau humorado, ao mais risonho falará que Curitiba é o melhor lugar do mundo pra se morar. O amor pela terra fala mais alto que qualquer outra coisa.
Parabens Curitiba
314 anos de história e belezas.

26 Março 2007

Centésimo Post

Uma cigana, daquelas que param você na rua pra ler sua mão, uma vez disse: "Este blog chegará a 99 posts, mas não passará de 100". A zica da velha vidente, que depois disso queria meu par de tenis, quase pegou. Faz um mes que estou pra escrever o post número 100 e nada.
Primeiro, não tinha assunto, depois pensei em dissertar de como os funerais da vida real nada se parecem com o dos filmes, que não chove nos enterros, e não tem discursos nos velórios. Mas não queria colocar este clima funestro, após a morte de meu tio no blog. Quando estava com idéias pro texto 100, fiquei sem computador. Meu HD também bateu as botas, mas conseguimos transplantar seus arquivos para outro. Depois surgiu uma idéia, que foi posta em segundo plano, até ser esquecida, em meio a felicidade de finalmente conseguir um estágio em minha área, e o mais legal, garimpeio-o sozinho, sendo insistente e chato a ponto do cara me contratar.
Um cento de textos, espasmos e devaneios, que muitos não servem pra porra nenhuma, e alguns servem pra treinar idéias, a escrita, ou simplesmente servem pra lotar a net de bagulhos esdruxulos, e dizer "eu tenho um blog".
Dentre algumas certezas e centenas de planos, e coisas na agenda, garanto que o mundo em que sonho viver, tem gosto de café, poucas horas de sono e muitas, mas muitas idéias estranhas e centenas de coisas pra fazer.
Bem vindo ao mundo de verdade, e que venham mais 100 textos pela frente. Aqui e em outros lugar.

26 Fevereiro 2007

Oscar 2007

A noite parecia começar bem, mesmo com Globo fazendo o favor de estragar tudo como todos os anos, colocando seu Reality Show besta, pífio e imbecil, que só serve pra alimentar a indústria fofoca, e perdendo os dois primeiros prêmios de "O Labirinto do Fauno", que mais tarde receberia mais um. Não consegui ver o tal filme, mas a academia o julgou perfeito esteticamente, dando os prêmios de Maquiagem, Direção de Arte e Fotografia, mas entregou o de melhor filme estrangeiro para "A Vida dos Outros", da Alemanha. Não tivemos discursos bonitos, nem políticos, apenas um discurso "verde" do ex-vice, e verdadeiro vencedor da primeira eleição de Bush, Al Gore, que viu seu documentário-dencia dos problemas ambientais do mundo receber duas estatuetas, a de melhor documentário e melhor canção original. Dreamgirls, o Antonia americano, levou dois homenzinhos dourados pra casa, o de mixagem de som e atriz coadjuvante, Jennifer Hudson, a mocinha do American Idol. A surpresa foi em Ator Coadjuvante, quando todos diziam que o topetudo Eddie Murphy levaria, Alan Arkin o excepcional vô da Miss Sunshine arrebatou o prêmio do excelente filme que levou Melhor Roteiro, mas parou no lobby de Scorsese e da Academia. E o que cheirava ser um Oscar Latino, quando 3 prêmios pro Mexicano "Labirinto do Fauno" e 1 pra Babel (Trilha Sonora), o diretor Alejandro González Iñárritu parecia ter chances, a regra da compensação imperou na academia novamente. Lembrou-me o episódio do anel. Martin não foi o melhor diretor do ano, entre os 5 indicados, tínhamos 4 melhor que ele: Iñarritu por Babel, que mesmo não sendo seu melhor filme, era melhor que eterno perdedor de oscars; Paul Greengrass deu um toque o único toque bom do chato Vôo United 93 e merecia mais do que quem acabou ganhando e Eastwood era incomparável pelo seu filme sobre a guerra de Iwo Jima, apontaria Eastwood como um dos melhores diretores da história do cinema, mas esse era o ano de recompensar as derrotas anteriores e quem levou o douradinho pra casa foi Scorsese. Pelo menos saiu da lista de renomados diretores que nunca levaram o gurizinho pra casa. Mas Academia não pararia por aí. Entregou pro chato, recortado e remake de um filme oriental, Os Infiltrados, o mais prêmio da noite. Sinceramente fiquem sem entender qual foi o critério, a não ser o de querer premiar Scoresese, afinal as outras 4 produções eram melhores que o filme aclamado com o melhor do ano.

Ano que vem tem mais, e com globo ferrando todo mundo novamente.

16 Fevereiro 2007

Abaixo ao Carnaval

Se a data se repete todo ano, todo ano escrevo um texto sobre minhas visões sobre o pseudo-feriado. Afinal poucos sabem que Carnaval não é feriado. É sério, não é feriado nacional, é matação mesmo. E muitos ainda dizem que o ano só começa depois do carnaval. Depois os brasileiros reclamam de sua fama de ter aversão ao trabalho.
Graças ao bom Deus, estou na capital do Não-Carnaval: Curitiba. Minha linda cidade fica vazia, afinal fileiras de carros se amontoam nas estradas, para descer para nosso sujo litoral, onde há mais pontos interditádos do que áreas próprias para banho. Aqui fico longe dos trio elétricos e carros de boyzinhos, com porta-mala ligados e seus sons potentes, tocando músicas compostas por ácefalos com algum bordão sem sentindo, ou letras de cunho sexual. Ahhh, e é a data em que mais distribuem camisinhas, como se o povo só fizesse sexo nas folias de carnaval. Falando em carnaval, TERÇA é carnaval. Os "bailes de carnaval" de sábado, domingo ou segunda são incoerentes, afinal quem morre de vespera é peru. Se for pra atasanar a vida das pessoas, comemorem a data no dia certo. E até aqui na capital Não-Carnaval do país, insistem em atrapalhar o trânsito da Candido de Abreu, pra colocar alguns malucos, que provavelmente vieram de fora, com fantasias com duas penas e um tubinho de gliter e uma tentativa de bateria, para que saiam as escolas de samba de Curitiba. Quem disse que Curitiba precisa de escola de samba? De Carnaval? De axé e ritmos associados a data? Curitiba é linda por ser diferente, por ser fechada, fria de clima em vários aspectos, mas aconchegante a seus filhos, prinicipalmente nessas datas vázias e sem sentido. E como diria um grande poeta da música brasileira "Vamos comemorar feito idiotas, a cada fevereiro e feriado..."
Curitiba é linda, principalmente sem foliões.

13 Fevereiro 2007

Sorriso do Sol

Os dias têm amanhecido de uma maneira estranha. Parecia que sol, assim como os desenhos de primário, sorria de orelha a orelha. Não havia nada de mais, nada de muito, apenas sinais salteados, coisas mínimas que faziam lembrar que é das pequenas coisas, gestos e atitudes, que o mundo se move. A tal filosofia de pensar positivo, às vezes parece dar certo, mesmo que ela seja um tanto quando mentirosa, uma maneira de se convencer que coisas boas podem acontecer, e as ruins podem ser facilmente repelidas. Enganar a si próprio, ou encarar os fatos de uma maneira diferente. Não dar cabo de responsabilidades, mas sim de paradigmas. Colocar princípios no bolso, em busca de um minuto de felicidade, de uma prova real de alguma existência. Ser otimista dá medo, afinal os riscos de quem se arrisca por achar-se capaz, são bem maiores do que aqueles que se seguram achando que não adianta lutar uma batalha já perdida. E entre guerras e batalhas internas, contra o ócio a falta de rotina, a valha falta de interação com o mundo externo, a bandeira levantada no alto do castelo é diferente daquela que sempre esteve hasteada no alto da torre. Ela é laranja, da mesma cor do sol, do desenho de primário, que sorri no canto do céu, entre nuvens azuis e pássaros feitos com dois riscos.


08 Fevereiro 2007

Caminhos do ócio

Muitos dizem que o ano começa em fevereiro, e eu concordo. Não por regra, mas por este ano. Minhas férias forçadas já duram 6 meses, e há quase 3 acabaram as aulas da faculdade, que retornarão em breve. Portanto meu ano começou o no terrivel ócio.
Ócio que já foi tema de muitos livros e crônicas, ócio que muitos dizem ser a codenaão da mente de alguem. E dar fim neste ócio tem sido díficil.
O Complicado de estar sem emprego não é só o fator financeiro, é o fator de não estar fazendo nada de útil, nada de produtivo pra sí prórpio. Tem também a falta de desculpa, afinal não é mais seu chefe que faz de tudo pra ferrar sua vida, afinal você não tem mais chefe.
Tentei expor-me aos membros do clubinho fechado de queria muito entrar. Grandes caminhadas marcaram fatos importantes. Pheidíppides correu pouco mais de 42 km, entre Maratona e Grécia, tendo como recado a vitória dos gregos sobre os persas. De tão cansado, após chegar e dar seu recado, o pobre corredor faleceu, dando origem ao nome da prova de atletismo. Um dos 5 pilares do Islã, é a peregrinação a Meca, onde todo o muçulmado que goze de recursos financeiros e saúde, deve uma vez na vida fazer caminhada até Meca, aos moldes do profeta Maomé.
A minha caminhada parece não ter dado em nada. Infelizmente vejo que foi em vão tomar uma tarde de sol curitibano, entregando alguns trabalhos meus por aí. Segue então os tempos de ócio, que insistem em não querer me largar.

26 Janeiro 2007

Babel (EUA, 2006)

Em tempos remotos, alguns descendentes de Noé, queriam construir uma torre tão alta, que transporia os céus e chegaria perto Deus. Dizem que a intenção era agradecer o salvamento de sua família do dilúvio. Outros, dizem que era prova de arrogancia da humanidade e uma tentativa de chegar a altura de da divindade máxima. Deus não gostou! Em sua grandiosidade indiscutivel e altura inatingivel fez com que cada homem daquela empreitada falasse uma língua diferente. O nome deste episódio é conhecido como torre de BABEL. É essa a jogada do filme de Iñarritu e Guillermo Arriaga, pareceiros desde o excelente Amores Brutos.
Como todos os filmes da dupla, a narrativa é picotada com quebras temporais que são unidas ao decorrer da história. A torre de Babel constitue-se de um casal de estadosunidenses viajando pelo Marrocos; de seus filhos com a babá mexicana que está indo ao casamento do filho dela; de uma família de marroquinos e de uma moça japonesa deficiente auditiva.
Por momentos, percebe-se que até mesmo as pessoas de mesmo idioma, falam línguas diferentes: o casal Richar (Brad Pitt) e Susan (Cate Blanched) parecem não se entender de jeito nenhum, além de demonstrar mágoas de um passado mal resolvido. O suicidio da mãe de Chieko (Rinko Kikuchi, que mereceu a indicação) atorduou ainda mais a cabeça da menina surda-muda e em todas as suas ações, tentar desesperadamente chamar a atenção.
Num tom dramático, bem estilo Iñarritu a trama se desenvolve despertando as diversidades, ora culturais, ora de personalidade, dos personagens.
O melhor do filme é o sangue latino, as abordagens sutis, porém sem demagogia de termas como a paranóia pelo terrorismo e o exageiro de politicas anti-imigrantes. O preconceito fica claro quando os filhos do casal Richard dizer que no México só moram pessoas más.
Mesmo sendo bom, Babel não é melhor filme de Iñarritu. 21 gramas é bem maior. Mesmo assim, vale a pena conferir.

A Rainha (The Queen, Reino Unido/ França/ Itália, 2006)

Mesmo com todos os elogios para o filme A Rainha, para mim ele se reveleou um filme burocraticamente frio, ou seja: exageradamente inlgês.
O principal personagem do filme não está presente, a Princesa Diana, que deu um pé no Principe Charles quando descobriu seus casos extra-conjugais. Tal figura virou uma espécie de "madre-teresa" britanica e com muito carisma, ajudou milhões de pessoas. Sua morte é duvidosa, tornou sua figura ainda mais popular.
Mas o fato que tanto burburinho sobre o novo filme do fantástico Stephen Frears, na minha opnião, não se confirmou quando vi a pelicula. Helen Mirren, considerada por todos a estrela do filme, e possivel vencerdora do Oscar deste ano, ficou muito parecida com Rainha Elizabeth. Seu mérito foi passar toda a acidez e esnobismo de uma instituição, tão arcaica: a monarquia. Esquecido injustamente pela acadêmia, Michael Sheen, que não ficou parecido com Tony Blair esteticamente, mas deu show no filme inteiro, merecia ao menos uma indicação.
A Rainha, consegue quase igualar a pior das carácteristicas dos filmes dos EUA: a rigidez de forma e a frieza quase robótica de um filme "narcisista" ao extremo.
O mesmo primeiro ministro que amoleceu o coração da rainha, velha e tradicionalista, foi manipulado segamente por George Bush. Por tanto, um homem que chegou ao poder como reformista, tem problemas de popularidade, parecido com os que a familia real teve, quando mostraram sua falta de condolencias no caso Lady Di. Se o pró de Babel é ser conduzido por um latino, o pior de "A Rainha" é ser inglês demais. É bom, só pra inglês ver.

24 Janeiro 2007

Ainda lembro dos tempos em que dormia 4 horas por dia, não chego a ter saudades, mas as vezes me traz boas lembranças, as vezes não. Não tem tido muitos acessos ao blog, mesmo qua as vezes caem pessoas procurando coisas bizarras como "conversar com alguem do Detran agora" e "como se escreve concidencias", mas os fatos não são esses. Queria apenas escrever. Não burocráticamente. Queria despojar sentimentos no bloco de notas. Não escrever com termos bonitos, adjetivos prolixos, aquela fala arrastada do dicionário. Odeio quem escreve como se tivesse decorado o dicionário, aquela tentativa pseudo-culta de parecer inteligente. Quero que peguem fogo os adeptos dos dicionários, do vocabulário imprecisso e prolixo, do "olhem como escrevo bonito". Morram pseudo-escritores fracasados. Quero apenas manipular as palavras de uma forma legal, que seja intendivel, sem querer parecer mais. Sem parecer menos, dividido ou vezes.
Tenho o dom de sentir tudo atrasado, como se chute que levasse hoje, doesse só daqui 3 dias. Acho que é uma barreira do tipo "pensa antes de sofrer", mesmo que o extremo seja inevitável. E nessa roda insisto em reclamar de minha vã vida. Não se trata apenas de orgulho ferido, se trata de um sonho a menos realizado, e já disse, que sonhos são o motivo de que o mundo anda. Um sonho destruido destrói quem o sonhou. Os meus sonhos, cansados e desacreditados, talvez des-creditados seria a palavra certa, parecem fugir de mim, far far away, numa Kombi que demora a pegar no tranco, mas que depois acelera sem parar. Será que eu alcanço?

20 Janeiro 2007

Não é nada original dizer que a vida é um lance de dados, uma aposta que você não sabe o que vai dar. É como se fosse uma roleta russa, onde você nunca sabe em qual disparo sairá o tiro. Entre disparos errados fica o aprendizado, que da próxima vez a mira seja certeira, e a mosca seja atingida, ou pelo menos que fique a sensação de que o melhor foi feito, que o disparo só não acertou o destino correto, porque a força do vento interfiriu ou o alvo não estava posto no lugar certo. E certo que ente dois caminhos, pra ser mais exato, ente o sim e o não, chance entre um e outro é de 50%. Acontece que até onde estamos, ouvi mais não do que sim, é como se a probabilidade estivesse viciada ao lado negativo, ou, pensando de maneira otimista, estou esgotando minhas cotas de ouvir não, para quem sabe ouvir só "sim", é improvavel, mas estatisticamente possivel. Possivel é tambem que nossos sonhos sejam apenas manipulações do subconsiente, possivel é tambem que o mais importante na vida seja ter pessoas certas para indicar o caminho, conseguir vagas pra ti. Ou certo mesmo seja que você não é tão bom quanto imagina, e deveria parar de pensar que é o centro do mundo. Sei que nesse começo de sábado, o certo é ir dormir, e pensar na aposta perdida, no resultado incerto de mais uma das ciladas da vida. Seria esta a aposta correta?

16 Janeiro 2007

Fluiu!

Na idéia de esvaziar a cabeça, consegui escrever um de meus melhores textos dos ultimos tempos. Mas alem de orgulho próprio meu texto rendeu um comentário que viria a me redimir.
Talvez até a mais dura rocha trinque com marteladas repetitivas, mas é raridade ela rachar com um só golpe. O comentário de uma grande amiga foi exatamente isso, uma martelada direta em meu coração de pedra, doeu mais que o mais forte chute nas áreas baixas de um homem.
Ao retratar minha descrença no amor de casal, ignorei os outros tipos de amor, que realmente existem, e valem muito mais que o amor "de namorados". Realmente não existe algo mais bonito que o amor de uma mãe por um filho, e esse sim, concordo é indestrutivel, é inabalável. O amor familiar, fratenal e até o amor a si próprio. Sim eles existem. E pode ser que muitos durem, relativamente, pra sempre. Fui tão rude, que ignorei até que pessoas poderiam, a sua forma, me amar. Sem me fazer de coitado, nem posar de emo(pelo amor de Deus), mas minha frieza as vezes me faz esquecer de que pessoas possam se importar comigo. Talvez seja um desses trejeitos excentricos de minha parte, ou talvez me deixaram assim desiludido de que o amor de casal não seja tão bonito, quanto aquelas histórias bem boladas que vemos na telonas. Se a vida me fez assim, basta lamentar, e torcer cara amiga, do qual eu tambem amo muito, a meu modo, que você esteja certa, e quem sabe alguem apareça e mude minha vida, de a ela um outro sentido, faça-a parecer mais bonita. Torço pra que aconteça, mas prefero não alimentar ilusões, pois achar-se em si mesmo já é tão dificil, achar-se em outra pessoa é uma tarefa, que a meu ver, beira o impossivel.

12 Janeiro 2007

Será que flui?

Começa a garoar, e uma brisa agradável entra pela janela, refrescando o calor que está em meu quarto. Sempre escrevo melhor de madrugada. Alguns fatos porém, têm me deixado intrigado. Sou uma pessoa paranóica com conspirações. Já imaginei que minha vida fosse uma espécie de "Show de Truman": que eu era a estrela de programa de TV, armado de acordo com a vontade de um roteirista. Idéia prepotente a minha, ser estrela. Perdoem-me a soberba, mas acredito que este não seja o único pecado que reside em minha pessoa. Não, eu não acredito em destino, mas sempre quis espancar o maldito que escreve o meu. Vejamos um exemplo: no final do ano passado participei de uma dinâmica de grupo, numa grande empresa de telefonia móvel. Eram 14 pessoas na sala, divididas em 2 grupos de 7. No meu grupo havia 4 mulheres e 3 homens (contando comigo). Eis que no meio de uma das provas, eu me ative a um detalhe crucial. Não saio de casa sem relógio. O relógio é uma das peças mais verdadeiras que tenho em casa, pois mesmo que ele esteja parado, sem funcionar, estará certo 2 vezes no dia. Todos os homens de meu grupo possuíam relógios iguais. Mesma marca, modelo, cor e tamanho. Idênticos ao meu. Parecia um uniforme. Não fui classificado. Coincidência? Não! Coincidências não existem. Se me encontrar coincidentemente em algum lugar, saiba que eu arquitetei o encontro. Se por coincidência eu falar algo, saiba que eu pesquisei aquilo e preparei o momento exato de falar.

Acontece sempre. Sempre parece que tudo ameaça dar errado, é um detalhe aqui, outro ali. Ora é saúde que vai mal, ora é a vida profissional que passa a não existir, ora é a vida amorosa que nunca existiu. Mas deste último problema fiquei "imune". Todos falam que a vida sem amor não é nada. Categoricamente, uma vida sem sentimentos não é nada. Não necessariamente o amor. O "amor" como muitos acham conhecer, ou acreditam, foi simplesmente inventando por escritores de romances, no melhor estilo herói de capa e espada que salva donzela indefesa. Um tema bacana para vários eu-líricos tecerem poemas, de arrancar lágrimas de muitos. (são dois temas para se fazer um poema de sucesso, AMOR ou MORTE, tente você!)

Muitos brigam comigo, pois ironizo a eternidade do amor. Ora, diria que neste mundo nada é eterno, tudo um dia morre, padece. Se o amor fosse infinito, seu símbolo seria um 8 deitado, e não um coração. Corações param, incham, inflamam, falecem e até podem ser trocados. Não vejo graça no amor, nem mais nas conspirações que rodeiam minha vida.

Sei que no momento, talvez o grande arquiteto dessa construção conspiratória tenha me olhado com bons olhos, ou seja um simplesmente um sopro de bons ventos, ou ainda aquilo que chamam de sorte,(afinal coincidências não existem) tenha aparecido de repente no meio de uma desordem infinita. Talvez seja uma chance, a qual devo me agarrar e pela qual devo lutar com braços fortes, unhas e dentes permanentes. Talvez seja mais um tiro n’água, um destino maior, mas é uma luta. Uma luta que tem como recompensa a realização de um sonho. Um sonho que pode estar próximo de ser realizado.

Diamante de Sangue (Blood Diamond, EUA, 2006)

Sou critico ferrenho aos filmes "pipocão". Aqueles caça-niqueis vazios, cheio de efeitos especiais, sem preocupação com "arte" em si, ou com uma história boa. Só um monte de efeitos e ação para atrair público. É chato ver o cinema como industria, prefiro ver cinema como arte, como instrumento de propagar idéias. Diamante de Sangue consegue ser os dois ao mesmo tempo, e uma coisa não chega a atrapalhar a outra. O foco é em Serra Leoa, na guerra civil e na exploração dos diamantes. A aldeia de Solomon, interpretado genilamente por Djimon Hounsou, é invadida pelas milicias revolucionárias, prometendo liberdade. Muitas pessoas são mortas, Solomon é pego como 'escravo' e encontra um diamante rosa, um dos mais valiosos, e o esconde. Em paralelo Archer (DiCaprio) é um contrabandista sem escrupulos, mas como todo mocinho hollywodiano no desenrolar da trama, ele vai se redimindo até acontecer algo. Solomon e Archer, saem em busca do Diamante Rosa, para cada um tem um significado. Um quer rever a familia, que Archer prometeu achar caso ele ficasse com metade da pedra, e Archer que sair da África. Contar mais da história estragaria as surpresas (que não são tantas assim) de todos. O que vale é a denuncia social e a politica por tras do filme (o cara do perfil do Gangues de Nova York não vai gostar). Os estadosunidenses não são heroís, são tachados como o que são, "os exploradores" do 3o mundo. As cenas das milicias infatis são chocantes. A atuação de DiCaprio é muito boa, uma das melhores, até aquele sotaque irritante que ele tem, casa com seu personagem. Ele deu vida pra Archer, não é digno de Oscar, mas se for pra ele levar, que leve por este filme e não "Os Infiltrados". Show mesmo dá Dijimon Hounsou, provando que não precisa ser nenhum galã, pra ter destaque no filme.Com bastante efeitos, perseguições e tiroteios (pra agradar os menos interessados em bom roteiros) o filme é uma boa pedida. Recomendo.

09 Janeiro 2007

Censura Virtual

A China é famosa por ter uma espécie de orgão censor a internet, bloqueando diversos sites para sua população. Em uma decisão, no mínimo estapafurdia, o desembargador Ênio Santarelli Zuliani do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, estipulou o bloqueio total do site Youtube no Brasil, por ainda exibir os videos de Cicarelli transando na praia. Ora bolas carrissimo desembargador, se a moça de respeito, metida a modelo, apresentadora e celebridade, (tentando ser tudo ao mesmo tempo, e não conseguindo ser nada) quissesse privacidade, deveria ter ido a um motel. Se por um acaso, alguem passou e filmou, e divulgou o video, este algum pode até ser processado, mas o meio em que o video foi divulgado de nada tem a ver com isso. Os meus comentários, ditos neste espaço são meus. Não são dos responsáveis do "blogger.com" (no momento administado pela Google, que é Deus). Se um dia ofender algum figurão desbocado (já ofendi uns nas entrelinhas) não poderão tirar o serviço inteiro do ar. É ridiculo.
Censura, bloqueio é tão autoritário que não vale a pena comentários, se o Sr. Desembargador quer tanto proteger falsas celebridades, aconselhe-as a "dar" no lugar certo, e de preferencia sumir das televisões e revistas. E se duvidar, o video teve mais acessos que o programa imbecil que ela tem na MTV
A Cicarelli fudeu no youtube e com o youtube.

p.s: Quando li o possivel bloqueio pela primeira vez pensei "será que meu antigo chefe virou desembargador".

04 Janeiro 2007

2007

4o dia do ano, e ainda recebo mensagens de um bom ano. Pois renovo-as e espero, e desejo a todos, que seja mesmo um bom ano.
Sinto dores de cabeça, estas que foram minha companheira por dias correntes, em alguns periodos do ano passado, já estava com saudades, entre e incomode a vontade querida vistante. Mesmo com a dita latejante, não foi o suficiente para impedir de passar aqui e abrir 2007 no espaço aberto.
Conhecei de ouvir perguntas sobre as metas, os planos para 2007. Dei respostas pessimistas pra alguns, tipicamente deste pseudo escritor. Para outro dei respostas mal criadas inclusives, ou simplesmente ignorei e soldei o bordão "não muda nada".
De fato não trago metas. Metas quando não atingidas causam dor, frustação. Planos sempre parecem infaliveis, mas podem um dia furar. O que moverá este ano recem-nascido serão sonhos. Sonhos podem ser classificados de diversas maneiras, mas na maioria das vezes são apenas sonhos. Se sonhos não se concretizam, continuam na mesma gaveta de nosso arquivo, apenas recebem uma sub-cliassificação: a de "não realizados". Os que se realizam são comemorados, e tornam-se inesqueciveis. E alguns são prorrogados, ficando na mesma posição inicial. A única maneira de se destruir um homem é impidindo-o de sonhar. O Espaço Aberto deseja um 2007 repleto de sonhos, luz e muita paz a todos os leitores. Se me derem licensa, o meu traveseiro chama, bom sonhos a todos.

31 Dezembro 2006

Foi-se mais um ano.

Hora de fechar o tradicional balanço de fim de ano, que quando eu não tinha um blog, mandava por e-mail aos mais chegados. Que por sinal, não são mais tão chegados.
Era um ano que ainda começava com dúvidas, mas que tinha tudo pra ser muito bom. Desencanei de planos, metas, realizações, entrei com os dois pés na porta. Pois bem, é claro que toda essa "injeção" de pensamentos positivos e desencanados não combinam comigo, mas deu certo por um espaço de tempo, pequeno mais deu. Minha principal reclamação era meu emprego. Em Março a convite de duas amigas, acabei parando em uma empresa de informática, e abandonei o nepotismo. Parecia que daria certo. De fato no começo foi bom, não me arrependo da mudança, que financeiramente nem era tão boa, o conforto era menor, a distancia maior, mais fui movido pelo desafio. Comecei numa quarta-feira de cinzas, e acabei em setembro, propondo que incendiassem a logo da empresa. E uma lição a se aprender, um pé na bunda dói, mesmo que você não goste do lugar de onde trabalha. De lá ficaram amigos e inimigos, boas e más lembranças, e 6 meses registrados na minha Carteira. O que me tornaram um desempregado vivendo as custas do governo desde outubro.
Fui dispensado do exercito. Tirei habilitação, e de primeira. Meu sonhado estágio em um agencia não passa de um sonho, não sei quando será concretizado.
Meu coração fechou-se pelo meio do caminho, e será mantido assim até segunda ordem.
O que espero realmente, é que seja um ano mais constante. Apesar de 2006 começar bem, a partir do 2o semestre começaram a desencadear várias coisas, que levaram a afundar o ano que está acabando. Basta agora torcer para que essa fina garoa que cai no momento, afogue essas ultimas horas, e que o ano vindouro comece isento de todos os problemas e preocupações que ainda me assombram. Dessa vez com desejos, com planos, mas sem metas, afinal a sorte nunca me sorri e não tem pior que acabar o ano e perceber que metade do que se pretendia fazer, ficou pelo caminho.
Um bom novo ano. Quem sabe até "feliz".

29 Dezembro 2006

Ultima sexta-feira do ano, começando. Na verdade só lembrei que é sexta, porque ontem lembrei que era quinta, mas ando perdido no tempo. Um dia a sexta-feira foi esperada, como interrupção dos dias cheios, daqueles seguidos de noites mal dormidas, e uma ocupação, mesmo que fosse... fosse... chata. (pra ser simpático). Hoje, é só mais um dia. A sexta tem cara de segunda, que é bem parecida com o sábado, que só perde para o domingo. A semana é um repetitivo de dias iguais, sem propósitos, sem rotinas, sem... sem... arriscaria dizer sem nada.
Num ócio total, comemoro que o Natal passou, mas agora todos valam do ano novo. Ora bolas, qual a logica de gastar um porrilhão de dinheiro em queimas de fogos? Algo que dura pouco, faz barulho e custa dinheiro? Deem pra mim todo o dinheiro gasto com as bombinhas e rojões, e economizem o dinheiro do implante de mão e do otorrino. Um ano novo sem zumbido no ouvido.
Curiosamente alguem procurou no google o termo "eaberto bruno", minha mente conspiratória pensou em várias pessoas, mas logo deixei de lado tentar descobrir quem foi que me "googlou". Quando vi o resultado da pesquisa, desenterrei o meu blog antigo, que pasmem ainda existe nos arquivos e servidores do terra. Alguns textos não servem pra nada, mas alguns arracaram-me sorrisos. Expusseram tambem comentários meus em outros blogs, e várias coisas antigas escritas e ora bolas esses fantasmas do passado não param de me atormetar.
Dentre muitos assuntos que o pseudo-escritor desde diário virtual queria tratar, insisto na ultima sexta-feira do ano. Pergunto-me se a primeira do próximo será melhor. Pergunto se foi diferente do que a ultima do ano passado. Faltam-me 3 dias completos. 71 horas para fazer 2006 valer a pena, e desconfio e não irei conseguir. E quando me perguntam o que espero de 2007 eu respondo: "que começe bem, mas principalmente termine bem". 2006 foi uma montanha russa, que na metade do caminho só desceu, desceu e não parou mais. Se esse trem não subir logo descarrilará. Eita brinquedo chato.